As curvas gêmeas do Brasil e do México 

 

Por Redação - 29.07.2020

O México tem 127 milhões de habitantes, ante os 210 milhões do Brasil. Por isso, a comparação contida nos gráficos que fizemos na ferramenta gratuita do Financial Times é por milhão de habitantes. As curvas de novas mortes (à esquerda) e de mortes acumuladas (à direita) têm formato similar e mostram onde estamos: num platô com elevado número de casos, como discutiu o II Webinar Agência Fapesp-Canal Butantan. As mortes no México caminham para 45 mil; no Brasil, para 90 mil. Outro tipo de curva da epidemia é o da Itália: em vez de platô, um pico alto e uma descida rápida. Lá morreram até agora 35 mil pessoas. Lá, lamentavelmente, morreram mais por milhão do que aqui ou no México.

 

As grandes epidemias, desde o século II até hoje 

Por Redação - 22.07.2020

O Fórum Econômico Mundial produziu os dados desse gráfico, que mostra o número de mortes de epidemias com as quais a humanidade conviveu, desde um registro do ano 165. O tamanho das esferas representa o número de humanos que sucumbiram. No século XX, a mais grave epidemia foi a de HIV-AIDS, doença para a qual não conseguimos obter uma vacina. Entre os vírus respiratórios, o H1N1, de 1918-1919, matou em torno de 50 milhões de pessoas. Até este dia 22, a covid-19 matou 617 mil pessoas.

 

Nos Estados Unidos, confiança em cientista cresce, principalmente entre democratas 

Por Redação - 27.05.2020

Centro Pew de Pesquisa tem a relação entre ciência e sociedade como um entre os vários temas que acompanha com pesquisa de opinião nos Estados Unidos da América – Religião e Vida Pública, Jornalismo e Mídias, Tendencias Demográficas e Sociais são outros assuntos. Em 21 de maio, o centro publicou em seu site: Trust in Medical Scientists Has Grown in U.S., but Mainly Among DemocratsO achado da primeira parte do título – que a confiança nos cientistas médicos aumentou em 2020 nos Estados Unidos – responde em parte à interrogação sobre o lugar da ciência na pandemia. Foi o coronavírus quem trouxe a ciência para as palavras dos políticos e discussões na sociedade.

O Pew Research apresenta resultados (2016 a 2020) sobre a avaliação da confiança do público norte americano em cientistas. Nos cinco anos entre 2016 e 2020, a parcela dos confiam muito que cientistas agem para o bem do interesse público (em azul escuro) cresceu de 21% para 39%. A tendência já era crescente e o ano da covid-19 a confirmou. Se juntarmos aos que confiam muito os que confiam bastante (azul mais claro), chegamos ao resultado de que, em 2020, 87% do público consultado respondeu que confia nos cientistas, ante 76% que diziam confiar em 2016.

O resultado da segunda parte do título, mas principalmente entre simpatizantes dos democratas, ajuda a entender a dificuldade que a divisão na sociedade impõe a um tema colhido no território da contenda política. Em 2019, a fatia dos que confiavam muito nos cientistas estava em 27% dos republicanos e seus simpatizantes. Em 2020...também. Uma parte entre a direita migrou para a classificação “confiam bastante” – 4% dos que respondem confiar pouco ou nada se juntaram a eles. Eram 18% os céticos em 2019, passaram a 14% em 2020.

Entre os democratas e simpatizantes, cresceu mais o grupo dos que confiam muito. Em 2019, 43% confiavam muito nos cientistas; em 2020, o número passou para 52% -- crescimento absoluto de 9%, relativo de cerca de 20%. Toda a migração para “confia muito” veio dos “confiavam bastante”. A quantidade de céticos democratas permaneceu igual: 9%, quase a metade do número de céticos republicanos de 2019.

Mas...e o que tudo isso tem a ver com um dos dois principais temas no campo politizado, o distanciamento social (o outro sendo a cloroquina)? Em azul escuro, está a fatia dos que respondem que o distanciamento social está ajudando muito a diminuir a expansão da epidemia de coronavírus: 69% dos que tendem para o lado democrata, e 49% no lado republicano. Quer dizer: a convicção no distanciamento como remédio para a epidemia é quase 50% maior entre os democratas, que são também os que confiam mais nos cientistas.

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