Os últimos números do coronavírus no Brasil e no mundo (15/05)

O Brasil tem, até a noite desta sexta-feira (15), 14.817 óbitos e 218.223 casos de coronavírus, de acordo com os últimos dados divulgados pelo Ministério da Saúde. De ontem para hoje, 884 novas mortes foram notificadas. 

Além disso, há 118.436 casos de coronavírus em acompanhamento. Ao menos 84.970 brasileiros já estão recuperados da doença (38,9% do total de infectados).

O então ministro da Saúde, Nelson Teich, deixou o cargo hoje, antes mesmo de completar um mês à frente da pasta. "A vida é feita de escolhas, e eu, hoje, escolhi sair. Dei o melhor de mim nesse período. Achava que podia ajudar o Brasil, mas não é uma coisa simples estar à frente de um Ministério como esse durante esse momento", afirmou Teich em coletiva de imprensa.

Epicentro brasileiro

O estado de São Paulo, o mais atingido pela doença, registra 58.247 casos confirmados e 4.501 óbitos em decorrência da COVID-19. De ontem para hoje, 186 novas mortes foram confirmadas.

Cerca de 10 mil pessoas estão internadas com suspeita ou confirmação de coronavírus no estado - 3.904 pacientes em UTIs e 6.205 em enfermaria. A taxa de ocupação dos leitos de UTI em todo o estado segue em quase 69%. Já na Grande São Paulo, caiu para 84,4%. 

O governador João Doria anunciou, em coletiva de imprensa nesta sexta, a compra de mais 2 milhões de testes rápidos. Os kits, que custarão R$ 114 milhões, já estão disponíveis para o Instituto Butantan - que, a partir da próxima segunda-feira, inicia a testagem em massa. 

A estratégia começa com os agentes da Polícia Militar, da Polícia Civil, da Polícia Científica e do Corpo de Bombeiros. Em seguida, serão incluídos os profissionais da saúde. Doria anunciou ainda uma parceria com os municípios para identificar os grupos prioritários para a aplicação dos testes rápidos. 

O aumento do número de exames, diz o presidente do Butantan, Dimas Tadeu Covas, fará com que São Paulo chegue ao índice de 27 mil testes por milhão de habitantes, similar ao de países como Itália e Espanha. Covas, que atualmente lidera o Comitê Estadual Contra o Coronavírus, explicou que o programa inclui o teste de pessoas assintomáticas e pessoas com sintomas leves de COVID-19, além da testagem de pacientes graves e seus contatos.

Ainda durante a coletiva, Covas voltou a afirmar que a flexibilização do isolamento social só poderá ser feita com a queda no número de casos ao longo de 14 dias e uma taxa de ocupação de leitos de UTI abaixo de 60%. Doria, por sua vez, disse que o lockdown em São Paulo ainda não será aplicado, mas o governo estadual segue acompanhando a possibilidade diariamente.

Outros estados atingidos

O Rio de Janeiro tem 19.987 casos e 2.438 óbitos. O Ceará ultrapassou o RJ em número de casos e agora tem 22.490 ocorrências, além de 1.476 óbitos.

COVID-19 pelo mundo

O mundo totaliza 306.388 vítimas fatais e 4.523.653 infectados pela COVID-19. Ao menos 1.622.394 pacientes estão recuperados.

Os Estados Unidos seguem em primeiro lugar no número de casos, com 1.439.231 casos e 87.184 vítimas fatais. Até agora, mais de 10,3 milhões de testes foram realizados no país.  

O Reino Unido soma 34.078 mortes e 238.003 casos confirmados.

A Itália continua ocupando o terceiro lugar em quantidade de mortes, com 31.610 óbitos; o país registra 223.885 ocorrências.

A França chegou a marca de 27.428 vítimas fatais. O número de infectados no país está em 178.994.

Já a Espanha tem 27.459 mortes e 230.183 casos. Na China, onde o vírus surgiu, os números estagnaram: 84.031 casos e 4.637 mortes.

A Rússia, segundo país com maior número de ocorrências no mundo (262.843 casos), registra curiosamente 2.418 mortes.

O Brasil ocupa o 6º lugar no tanto no ranking mundial de óbitos mundial quanto em quantidade de casos.